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Fazer a transferência do seguro na venda de um carro é possível?

mulher fazendo a transferência de seguro automotivo

O carro é um dos bens materiais mais valiosos que você terá ao longo da vida. Assim, uma das preocupações naturais como proprietário é garantir o seguro automotivo logo que ele é adquirido. Isso porque esse recurso protege seu patrimônio contra roubos, furtos e outros incidentes.

Assim como a transferência de propriedade, o seguro do carro também pode ser uma preocupação na venda de um seminovo. Pode ser que você ainda não saiba, mas é possível transferir o seguro auto em alguns casos.

Se você está considerando vender ou doar seu carro, é a hora de entender em quais circunstâncias é possível fazer a transferência do seguro auto sem complicações. Quer saber o que pode ou não pode? Então, continue lendo!

Seguro automotivo em nome de terceiros: pode ou não?

Ao negociar um veículo que está sob a proteção de um seguro auto, fica a dúvida a respeito do que acontece com a apólice que está em seu nome. Pode ou não pode vender o carro sem alterar a apólice?

Não é incomum que as pessoas pensem que é possível repassar um contrato de seguro em nome de terceiros. Contudo, o correto, na verdade, é transferir para o novo proprietário.

Pode ser até que você consiga transferi-lo por uma alteração nominal, entretanto, é impossível afirmar sem saber qual é a natureza do seguro e quais são os riscos envolvidos no contrato. A maneira mais eficaz de confirmar essa hipótese é com a seguradora responsável.

A apólice está vinculada ao veículo ou ao proprietário?

Uma apólice de seguro de carro é o que chamamos na linguagem jurídica de contrato personalíssimo. Isso quer dizer que a apólice é vinculada apenas ao titular ou aos indicados por ele. Dessa forma, fica simples compreender que o seguro não acompanha o veículo após você transferir a propriedade.

Quando você assinou o contrato de seguro automotivo, foi feita uma análise de riscos que avalia toda a sua realidade. Isso inclui um exame do seu dia a dia, da sua idade, se é homem ou mulher, quem e quantos são os condutores secundários, para que fim aquele carro será utilizado (lazer, trabalho ou outros) e mais uma série de critérios.

Juntos, esses pré-requisitos definem os valores de franquia, indenização, prêmio e até se você e os condutores indicados fazem jus à proteção oferecida.

Ou seja, a transferência do seguro automotivo não pode ser feita de maneira simples. Afinal, cada pessoa está sujeita a uma análise de riscos diferente, assim como os valores envolvidos nos pagamentos e nos recebimentos devem sofrer variações bastante consideráveis.

Quando a transferência do seguro automotivo pode ser feita?

Existem duas situações específicas em que é possível manter o seguro automotivo, em conjunto com as bonificações e demais benefícios mesmo que seja para usar o contrato em uma situação diferente da atual.

Uma das formas em que a transferência simplificada é permitida, é quando alguém tem uma apólice em seu nome e vai trocar apenas o bem segurado. Ou seja, você pode transferir o seguro de um veículo antigo para seu carro novo. Essa situação permite que o seguro seja feito de uma forma menos burocrática e bem mais econômica.

Se você desejar transferir também o seguro do carro para o novo proprietário, é possível fazer uma Transferência de Direitos e Obrigações (TDO) para a pessoa que passará a conduzir o veículo. Nessa situação, qualquer bonificação que você tenha só será mantida se o novo motorista tiver algum tipo de vínculo com você. Ou seja, é preciso que ele seja seu filho, seu cônjuge ou similar.

Em ambos os casos, é necessário fazer o chamado endosso da apólice. Em outras palavras, é preciso confirmar as modificações necessárias para que a alteração seja realizada.

Feito o endosso, é preciso aguardar a realização de uma nova análise de riscos. Por mais que seja uma operação menos burocrática (e possivelmente mais barata do que a contratação de um novo seguro), essa transferência pode resultar em uma considerável alteração de valores.

Como o procedimento de transferência é feito?

Primeiramente, você deve comunicar à seguradora seu desejo de fazer a transferência do seguro automotivo. Nesse momento, é preciso fornecer algumas informações a respeito do novo condutor, como:

  • local de moradia;
  • profissão;
  • idade;
  • cópias da Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
  • outros documentos comprobatórios sob critério da seguradora.

como vender seu carro com segurança

O novo condutor também precisa se apresentar para assinar os documentos da transferência e da nova apólice.

Transferir o seguro é uma alternativa mais barata?

A transferência é um procedimento que exige a análise de perfil do novo condutor principal e dos demais indicados por ele. Por esse motivo, cabe ressaltar que, por mais que seja um procedimento menos burocrático, ele pode sim em alguns casos acabar saindo mais caro do que um novo seguro automotivo.

O ideal é que o novo proprietário faça uma análise do valor de transferência do seguro e, depois, o compare com outras cotações personalizadas. Isso vai ajudar a garantir que ele, como novo segurado, faça um bom negócio. O mais importante de tudo é sempre se manter em contato com um corretor (ou outro profissional especializado no assunto).

É por meio de conversas esclarecedoras com esse especialista que o interessado no seguro terá subsídios para tomar as melhores decisões no que diz respeito aos valores envolvidos, às formas de contratação e a outras possibilidades que devem estar bem alinhadas para evitar prejuízos ou surpresas desagradáveis em momentos ruins.

Sendo assim, a transferência de seguro automotivo deve ser estudada com cautela para que um bom negócio seja feito, tanto para o vendedor do carro, quanto para o comprador.

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